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Não é a moral que nega a vida, é a própria vida que se nega, que se mata matando-nos. Vida suicida. Tentamos viver intensamente, mas a vida, intensamente, nos mata. A vida mesma é cética, não acredita em nada do que ela mesma cria. Apenas cria para destruir o que criou. Ela não precisa de niilistas para negar-se, não precisa de suicidas para suicidar-se. Sofremos por sermos parte da arma suicida da vida, parte do que ela cotidianamente mata.
— JULIO CABRERA