Poder-se-ia dizer (…) que a linguagem interessa à filosofia na medida em que a primeira é entendida não apenas como “veículo” de conceitos, mas como um âmbito no qual os conceitos são constituídos, conceitos que permitem articular o mundo com o intuito de torná-lo significativo para nós. Dessa maneira, conceitos e significação vão juntos. Essa “significatividade” será entendida de maneiras muito diversas pelas diferentes filosofias da linguagem, e consequentemente a constituição de conceitos também será diversamente entendida. Denomino essa concepção, em contraposição à teoria veicular, concepção constitucional da linguagem.
— JULIO CABRERA