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As pessoas casadas prometem uma à outra amor para sempre. Ora isto é bastante fácil, mas também não significa grande coisa; pois ao darmos o tempo por acabado, estaremos também a dar a eternidade por terminada. Por isso, se as partes envolvidas em vez de dizer para sempre, dissessem “até à Páscoa”, ou “até ao próximo primeiro de Maio”, então, haveria contudo sentido no seu discurso; pois estava a dizer-se duas coisas, uma coisa, e uma coisa que talvez se pudesse cumprir. (p. 329)
— SØREN KIERKEGAARD