Um filme “quieto” no qual “não acontece nada”, onde se mostram pessoas olhando pelas janelas, andando pelas ruas, vivendo situações completamente banais, ou simplesmente olhando umas para as outras sem dizer nada, não satisfaz ao espectador ávido de novidades (...) esse tipo de espectador costuma dizer, depois de assistir um filme ontológico, que não gostou porque nele “não acontece nada”: precisamente o tipo de atitude que Heidegger pretende provocar em seus escritos, fazendo com que a ausência de entes prementes nos coloque em contato com o ser.
— JULIO CABRERA